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História da Terapia Cognitiva (TC)

Psicólogas: Gabriela Oltramari & Roberta Gonçalves Joaquim

 

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Aaron Beck (1997) desenvolveu a Terapia Cognitiva na década de 60 na Universidade da Pensilvânia, como uma forma de psicoterapia estruturada, breve, focada no presente, direcionada a resolução de problemas e a modificação de pensamentos e comportamentos disfuncionais e em principio orientada para os pacientes depressivos.

A partir de sua insatisfação com o modelo de depressão sugerido pela Psicanálise, Beck se distanciou da ortodoxia da Psicanálise explorando mais ativamente o diálogo interno e pré-consciente de seus pacientes e não somente analisar o conteúdo da livre-associação. Iniciou essa exploração questionando a raiva retroflexa, que segundo Freud os indivíduos se punião diante de situações em que se considerassem culpados e que compunha o item fundamental do modelo da depressão pela Psicanálise.

Os questionamentos de Beck ganharam forças na sociedade científica da época e provocaram o surgimento de importantes formas de psicoterapia cognitivo-comportamental, onde seus seguidores também se afastaram da Psicanálise ortodoxa da época. Entre eles, destacou-se Albert Ellis que desenvolveu a terapia racional-emotiva.

O modelo de depressão proposto por Beck (1997) constatou, a partir de suas observações clínicas e estudos empíricos, que o recorte negativo que o paciente demonstrava ter do mundo, de si e do futuro - fatores os quais ele denominou Tríade Cognitiva- não eram um sintoma e sim um fator de instalação e manutenção do transtorno depressivo. Assim, classificou a cognição como fator essencial da depressão.

Vale ressaltar que a meta da Terapia Cognitiva da depressão era aliviar a dor emocional e outros sintomas da depressão, originados nas interpretações errôneas, comportamentos auto - derrotistas e comportamentos disfuncionais do paciente. (Beck, 1997)

Em suma, a Terapia Cognitiva propõe que as emoções e comportamentos são determinados pela forma como o interpretamos a realidade e portanto as mudanças de humor e comportamento, se darão através da modificação de padrões de pensamentos e de crenças individuais.

Beck elegeu 10 princípios básicos, que norteiam e caracterizam o processo terapêutico – sendo válidos para todos os pacientes, ainda que com alguns deles, sejam necessários algum esforço extra tanto no sentido de manter a estrutura, quanto no sentido de adaptar-se as necessidades específicas destes. São eles:

  • Formulação continua do desenvolvimento do paciente e de seus problemas atuais
  • Aliança terapêutica segura
  • Enfatiza a colaboração e participação ativa do paciente
  • Orientada em metas e focada em problemas
  • Enfatiza o presente
  • Educativa, ensina o paciente a ser seu próprio terapeuta
  • Tempo limitado (a TC tem começo, meio e fim)
  • Estrutura de sessão
  • Ensina o paciente a identificar, avaliar e responder aos pensamentos e crenças disfuncionais
  • Utiliza variedade de técnicas para mudar pensamento, humor e comportamento

Baseado nestas premissas, Beck propôs o modelo cognitivo da depressão que resultou posteriormente em um modelo de psicoterapia, com uma teoria da personalidade e da psicopatologia apoiadas por evidências empíricas e denominada por ele Terapia Cognitiva. Esta foi extensamente testada e posteriormente modificada para transtornos específicos, grupos, família e casais, sendo hoje amplamente difundida e aceita nos meios médicos, acadêmicas e pela população de uma forma geral.

 

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