logo

Dúvidas freqüentes sobre estilos de atribuições

Fabiana Bevilaqua



picture

Quais são as alterações provocadas em crianças e adolescentes pelos transtornos emocionais?

Da mesma maneira como ocorre com os adultos, a depressão e a ansiedade em crianças e adolescentes gzeram alterações em seus pensamentos, emoções, comportamentos e também em seu organismo.

Como devem agir os pais e  educadores e profissionais da psicologia diante deste quadro?

É necessário, prioritariamente, que tenham conhecimento daquilo que está, efetivamente, acontecendo com crianças e adolescentes, a fim de conceituar adequadamente suas dificuldades e abordá-las de forma eficaz e efetiva.

Qual o nosso papel diante do aumento e manutenção de transtornos emocionais, da depressão e da ansiedade, em crianças e adolescentes?

De modo geral as pessoas entendem que são as situações que definem nossas emoções e comportamentos. Se uma criança ou adolescente falha numa atividade e fica triste desistindo de tentar novamente, atribuímos que foi a situação que gerou isso. O modelo cognitivo desenvolvido pelo médico psiquiatra Dr. Aaron Beck na década de 60, na Universidade da Pensilvânia, nos mostra que não é bem assim. Exaustivamente testado e apoiado por evidências empíricas, o modelo cognitivo mostra que não são as situações que definem nossas emoções e comportamentos, mas sim a forma como interpretamos e pensamos sobre as situações que nos levam a determinadas emoções e comportamentos. Ter a ciência desta inversão muda tudo na forma de como devemos lidar com a criança.

Como devemos orientar nossas crianças e adolescentes?

Primeiramente nos perguntando como nós pais, educadores, e profissionais da saúde psíquica interpretamos as situações do nosso próprio cotidiano. Afinal as crianças e os adolescentes aprendem com os adultos. A forma como interpretamos as situações do dia-a-dia e as atribuições que fazemos das nossas conquistas e fracassos e os das crianças e adolescentes, (vão) irão ser aprendidas por eles.

Martin Seligman, em suas pesquisas, desenvolveu a teoria sobre o desamparo aprendido e os estilos explicativos, para forma como as crianças e adolescentes pensam sobre as causas dos sucessos e insucessos, que definem o otimismo e pessimismo.

Crianças e adolescentes, que apresentam um estilo explicativo pessimista, tendem a se sentir (em) desamparadas, a desistir mais facilmente das tarefas e desafios, além de ficarem deprimidos com maior freqüência. Já os com estilo explicativo otimista põem fim ao desamparo e acreditam que o insucesso é apenas um contratempo passageiro e específico. Além de apresentarem melhor desempenho, elevada auto-estima, boa saúde física, habilidades sociais e de resolução de problemas, facilidade para fazer amigos, essas crianças e adolescentes lidam com os conflitos, respeitam as diferenças e apresentam metas claras e objetivas.

Por isso, é de extrema importância nos preocupar (mos) com a forma como transmitimos as idéias e os conceitos de sucesso e insucesso para as crianças e adolescentes. O estilo explicativo é aprendido. E nosso papel é desenvolver nas crianças e adolescentes um estilo explicativo otimista realista.

Mas afinal o que é ser otimista? É estar sempre feliz? Sabemos que no nosso cotidiano temos que lidar com sentimentos negativos. Será que somente frases ou imagens positivas conseguem eliminar esses sentimentos?

Pesquisas constatam que frases positivas, apenas, não surtem qualquer efeito. Seligman, 1942, definiu que o importante diante do fracasso é a forma como você pensa sobre esse fracasso, usando o “pensamento não-negativo”. É de Seligman a frase - “mudar as coisas destrutivas que você se diz quando sofre os reveses que a vida reserva a todos nós é a principal capacidade do otimismo”. Portanto, Seligman define: as bases do otimismo não estão assentadas nas frases positivas ou imagens de vitórias, mas na maneira como nós pensamos sobre as causas, seja do sucesso ou do fracasso por que passamos.

Então, qual a diferença entre o otimista e o pessimista?

A diferença está na diferente forma como explicam as causas de eventos ruins ou positivos que lhes acontecem no cotidiano, ou seja, como é o seu “estilo explicativo”. Por exemplo: os otimistas entendem as situações de sucesso como mérito próprio, além de serem eventos capazes de permanecer e influenciar todas as áreas de suas vidas. Já as situações de insucesso são entendidas como situações passageiras e específicas àquele evento, no qual as causas foram provocadas por circunstâncias desfavoráveis. Os pessimistas explicam as situações de sucesso como algo passageiro e específico àquela situação, onde as causas são provocadas por circunstâncias externas. E as situações de insucesso são entendidas como eventos capazes de permanecer e influenciar todas as áreas de suas vidas, sendo eles os únicos responsáveis pelas vicissitudes.

Devemos estar alerta para identificar devidamente as atribuições que as crianças e os adolescentes fazem diante de seus sucessos ou fracassos, ajudando-os a desenvolver um estilo explicativo otimista realista, além de habilidades sociais e de resolução de problemas.





Fabiana Bevilaqua

Especialista em Terapia Cognitiva - CRP 06/82351

 

 

 

  • O que o pessimismo?
  • O que é psicoterapia?
  • De onde vem o preconceito com a terapia cognitiva?
  • Como lidar com o medo?
  • Como as crenças interferem em nossas vidas?

Local de Atendimento

picture

Endereço:
Av. Rio Branco, 354 - sala 808 - Centro
Florianópolis - SC
CEP 88015-200

Telefones

picture

Agende uma Consulta

(48) 3365-3415
(48) 9911-6995

Fale Conosco

picture

E-mails:
gabi.oltramari@gmail.com 
ou gabriela@gabrielaoltramari.com.br